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terça-feira, 3 de abril de 2012

Desenho - Objetos

A idéia surge de uma longa observação em ambientações reais, dos quintais das casas do povoado onde nasci. Uma sorte de entulhos e restos de maquinarias antigas, captadas por meios fotográficos cobram vida através da câmera. 




As pessoas os escondem, na vã ilusão de mostrar apenas a arrumação da frente da casa, mas eles fogem dos espaços, como se tivessem movimento próprio.



Em essência, não se diferenciam dos objetos que participam de nosso cotidiano urbano, como eletrodomésticos, computadores, celulares e tantos outros, só que estes não estão ocultos; muito pelo contrário, eles dominam o nosso cenário diário e nós deixamos essa dependência acontecer, sob o convincente argumento da praticidade e o de que “não temos tempo para nada”.



Nesse ato de fundir os tempos, fui buscar os objetos que convivem no meu cotidiano – incluídas aí imagens retiradas da internet.



O trabalho de observação inicial se ampliou às esferas do imaginário revelado pela vida humana cedida aos objetos, ou fragmentos, cobrando um perfil contraditório.



Atenta a estas questões sobre os objetos, me pergunto se eles permanecem divididos na incoerência de sua existência ou possuem uma existência que lentamente vai sendo inserida nos corpos humanos – com “chips de controle”, por exemplo - chegando ao ponto de  não sabermos se eles estão dentro ou fora de nós.






















Um comentário:

  1. Intrigante el cómo pasas de una creación a otra tan diferente!

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